UHULLL! Férias!!

Para alguns, ela já chegou. Outros aguardam por elas ansiosamente… É hora de esquecer a mochila num canto do quarto, deixar o uniforme dentro da gaveta, não precisar acordar cedo, poder brincar e passear… As férias escolares são mesmo uma delícia, não é?

Só que nem tudo são flores… Algumas coisas misteriosas acontecem nas férias e merecem um pouquinho de atenção. Às vezes acontece de sentirmos uma grande alegria e uma expectativa boa de tudo que vai dar pra fazer, curtir e aproveitar durante esse mês de descanso – e isso é ótimo! Mas às vezes o que a gente sente é alívio – ainda bem que acabou o martírio… Neste caso, vale a pena pensar um pouquinho o porquê do alívio, pois ele pode indicar problemas que podem ser resolvidos ou evitados para que o próximo semestre não seja tão ruim assim. Mas não é sobre isso que quero falar hoje.

Hoje quero falar sobre quando as férias chegam ao final e voltamos às aulas “enferrujados”. Parece que a cada dia demora pra pegar no tranco. O professor que antes falava em um português bem claro agora parece falar grego – ou um dialeto klingon. O que aconteceu? A matéria ficou mais difícil de repente? O professor aprendeu uma nova língua? Ou será que tem algo a ver com o que fizemos nesse mês todinho de descanso?

Para descobrir isso é importante saber quem é o grande responsável pelo que aprendemos: o nosso cérebro. Ele não é um músculo, mas assim como eles, precisa estar em constante movimento para se fortalecer – quanto mais usamos ou falamos sobre algo que aprendemos na aula, maior a chance de lembrarmos no futuro e mais fácil aprendermos algo novo em cima dessa aprendizagem anterior. Daí quando passamos as férias inteirinhas assistindo TV, ou jogando bola, videogame, não quer dizer que estejamos fazendo “nada” – tudo isso são coisas que fazemos! Mas como são coisas muito diferentes do que fazemos na escola parece que, quando as férias acabam, trava tudo.

E como fazer para evitar esse desconforto de voltar às aulas sem “estragar” as férias com atividades que lembram a escola? (Lembrando que se é tão ruim porque lembra a escola, algo não está legal e precisa ser investigado com um bom profissional.)

Não existe uma receita de bolo, mas a dica é buscar algo que você goste de fazer mas que requeira comportamentos ou ações parecidas com as da escola… Por exemplo, se você tem aulas de português e precisa interpretar textos, pode escolher um livro bem divertido e interessante para ler nas férias. Já para a redação, pode tentar escrever uma poesia ou um texto sobre um assunto interessante que você viu na TV – ou até sobre seu videogame favorito. Se precisa usar lógica e raciocínio para as aulas de matemática, uma boa ideia seria convidar um parente ou amigo para uma partida de xadrez ou um jogo de cartas. Se o negócio é geografia, pode-se jogar Carmen Sandiego (um joguinho da época dos disquetes em que você seguia uma criminosa por vários países do mundo a partir de bandeiras e outras informações sobre o país – eu jogava com um atlas do lado – hoje existem versões para o celular e tablet). Enfim, opções não faltam!

A chave é escolher algo gostoso e divertido para colocar entre um jogo de videogame e um passeio com os amigos que mantenha seu cérebro ativo e que pareça um pouco com as atividades da escola, de forma que não seja uma lição de casa para as férias, mas que também não deixe a cuca enferrujar.

E aí, vamos tentar? Depois me conte como foi!

Um grande abraço e boas férias!

Gabriela G. Mezzacappa.

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