O que de fato as crianças precisam

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Nós da CooPsi e outros psicólogos e profissionais que trabalham em contato com famílias temos presenciado cotidianamente pais que passam por dificuldades ao educar seus filhos.

Há um grande número de fatores que interferem nesse tipo de questão, alguns de caráter individual, outros que têm relação com o jeito que nossa sociedade funciona de maneira geral.

O texto que apresentamos abaixo é uma tradução livre de um artigo publicado pelos autores Alan E. Kazdin e Carlo Rotella, dos Estados Unidos, na Slate Magazine. Ao lermos, achamos que vem bem a calhar para diversas situações de dificuldades na educação de crianças e na promoção de práticas adequadas – como fazer sua lição ou arrumar sua cama. Claro que há que se considerar, além dos aspectos que o texto traz, a faixa-etária de cada criança para que não se exija mais do que ela é, naquele momento, capaz de fazer.

O quadro abaixo ajuda a ter uma noção dessas diferentes etapas.

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Gostaríamos de destacar o grande pressuposto que baseia o texto que postaremos abaixo: o maior motivador de mudanças de comportamento é, segundo um grande número de estudos científicos, o elogio. Porém é necessário estabelecer parâmetros para o comportamento: “Filho, por favor guarde seus brinquedos.” é um bom começo para iniciar o novo comportamento. “Nossa, como você deixou o quarto bonito e arrumado! Muito obrigada por todo o seu esforço!””Fiquei muito feliz porque você fez todas as tarefas hoje!””Adoro como você tem me ajudado com a louça!”… Tudo isso com sinceridade, olhando nos olhos, com um sorriso nos lábios faz com que a criança se sinta feliz, valorizada e que venha a repetir aqueles comportamentos elogiados.

O que de fato as crianças precisam é de amor. Pode parecer a informação mais óbvia do mundo para alguns, mas colocar isso em prática nem sempre é tão óbvio assim.

Vamos ver, então, o que nossos colegas estadunidenses têm a nos dizer sobre isso. Essa é uma tradução livre, portanto, se quiser ler o original em inglês, basta clicar no título abaixo:

Se você for bonzinho, vou te comprar um brinquedo

A diferença entre subornar sua criança e recompensar sua criança

Por Alan E. Kazdin e Carlo Rotella, Slate Magazine, 26 de março de 2010

A ideia de recompensar crianças pelo bom comportamento em si mesma leva um bocado de adultos para o caminho errado. Mesmo quando eles aceitam que o reforçamento positivo é muito mais eficaz que a punição para mudar comportamentos, eles ainda têm objeções a usar recompensas de maneira geral e especificamente para comportamentos que eles consideram que não são mais que uma obrigação de uma criança. Eles simplesmente não conseguem louvar o fato de que uma criança com sete anos não jogou um refrigerante no chão no supermercado, ou dar a ela pontos em uma tabela ou um pequeno prêmio.

Recompensar o comportamento desejado é apenas um dos elementos do reforçamento positivo, que um profundo corpo de pesquisas durante muitas décadas estabeleceu como o jeito mais efetivo de mudar comportamentos. Mas muitos pais (e professores, e babás) fazem objeções razoáveis no sentido de que dar uma recompensa a uma criança acaba sendo uma forma de suborná-la. “Ele só faz aquilo por causa da recompensa”, dizem eles. Eles querem que o pequeno se comporte por motivos melhores: porque ele deve, porque é sua responsabilidade, porque eles dizem a ele que o faça. As famílias que vão ao Centro de Parentagem Alan’s de Yale muitas vezes resistem a usar recompensas, o que leva a algumas típicas trocas com os treinadores de lá.

Objeção: Eu não quero recompensar os comportamentos que a criança deveria fazer de qualquer maneira porque isso faz parte de suas responsabilidades normais.

Esse é um ponto razoável. No entanto, se a criança não está se comportando agora, ou não o faz com a frequência necessária, ou não o faz sem uma briga, parece prático questionar: “Qual é a melhor forma de fazer acontecer?” Reprimendas e ameaças não funcionam muito bem e muitas vezes têm efeitos colaterais que aumentam o descompromisso da criança e diminuem a probabilidade que ela faça o que é pedido. Tipicamente, as reprimendas e ameaças funcionam exatamente como os subornos. Elas podem fazer surgir o comportamento por um momento, mas a criança não continua a se comportar como deveria exceto se houver a ameaça. Isso é, o comportamento não se estabiliza num hábito ou numa expressão de uma característica geral que queremos desenvolver, como honestidade, bondade ou generosidade.

Objeção: Se nós usarmos recompensas para conseguir o comportamento, o comportamento vai parar quando pararem as recompensas, o que significa que teríamos que dar recompensas para sempre para manter o comportamento acontecendo.

Esse é um cenário de pesadelo – o tipo de vínculo perpétuo que têm algumas pessoas que tomam medicamentos, como aqueles que diminuem o colesterol.  Você terá que dar dois pontos positivos pela criança não usar o peniquinho antes dela ir prestar a prova do vestibular? Ainda bem que não é assim que funciona quando se usa recompensas de forma efetiva para melhorar comportamentos.

Você elogia o bebê por usar o peniquinho e por dizer “obrigado” e por não usar a toalha de mesa para assoar o nariz, mas na época do vestibular (e idealmente desde uns 14 anos antes disso) ela já terá esses hábitos estabelecidos e não precisará mais de reforçamento com relação a eles. O período relativamente breve no qual você louvou esses comportamentos já terá terminado há muito tempo. Se um comportamento é mantido e se torna um hábito tem muito a ver com como as recompensas são oferecidas. A chave não está nas recompensas em si, mas na forma consistente de elogiar ou recompensar cada vez que a criança se envolver no comportamento. (Não se esqueça: atenção e elogios são recompensas e, de fato, as suas recompensas mais valiosas.) Incentivos não sistemáticos ou pontuais vão levar à dependência da recompensa, e o comportamento provavelmente parará de aparecer quando você parar de recompensá-lo.

Da perspectiva da modificação de comportamentos, essa é a diferença crucial entre um suborno e uma recompensa. Um suborno não é parte de um esforço sistemático para desenvolver um comportamento de forma que ele se mantenha mesmo que não haja mais a recompensa, mesmo nos casos em que ele está acontecendo há um longo tempo. Mesmo que você venha pagando o mesmo cara no centro da cidade para distribuir panfletos para você por anos, se você parar de pagá-lo ele vai parar de distribuir seus panfletos. Uma recompensa, ao contrário, quando usada adequadamente em combinação com antecedentes (o que você faz e fala para promover o comportamento desejado) e modelagem (recompensar sucessos parciais para constituir o comportamento) e outros elementos de um esforço sistemático para uma mudança de comportamento duradoura é uma medida temporária que pode ser interrompida uma vez que o comportamento esteja estabelecido. O comportamento continua sem a recompensa, assim como uma construção concluída continua a ficar em pé depois da retirada dos andaimes.

Objeção: Recompensas vão arruinar a motivação intrínseca do meu filho para fazer as coisas em seu próprio benefício.

Não, elas não vão, não se utilizadas adequadamente. Enquanto uma tática improvisada e pontual de “faça isso para conseguir aquilo” não vai desenvolver o comportamento que você quer e pode destruir a motivação intrínseca, as recompensas utilizadas para desenvolver sistematicamente o comportamento podem estabelecer hábitos que se tornam independentes de quaisquer recompensas. Um exemplo que os adultos relatam a respeito de seu próprio comportamento é fazer exercícios. No início pode ser uma luta se exercitar regularmente. Quando chega a hora de malhar você sente uma necessidade imensa de dormir ou de ficar tranquilamente assistindo Vale a Pena Ver de Novo até que o momento passe, e você pode não chegar à academia a não ser que seu parceiro intervenha para oferecer uma recompensa temporária (você é um adulto, use sua imaginação ;)). Mas a repetição do comportamento estabelece um hábito, e o comportamento se torna sua própria recompensa. Você pode até se tornar um fanático que fica levemente perturbado ou seriamente desgostoso se uma doença, trabalho ou algum outro empecilho chato faz com que você não consiga ir à academia num determinado dia. Não há mágica nas recompensas em si. Elas são apenas auxílios para fazer o comportamento acontecer repetidamente de forma que um hábito possa se desenvolver.

Objeção: recompensas não são consequências naturais. Quando minha criança crescer ela verá que o mundo não estará esperando para elogiá-la ou deixá-la jogar video-game por fazer o que ela deveria fazer.

Justo. Mas é necessário romper com a ideia de que o lar deve ser exatamente como as outras situações que a criança experienciará quando crescer. O lar é um lugar único onde a criança desenvolve resiliência, competências, vínculos e apoio de formas que têm pouco a ver com experiências que ela terá mais tarde, exceto o fato que essas coisas preparam a criança a respeito do que aprender da vida. Além disso, a forma adequada de recompensar tem alguns aspectos redentores que abordaremos mais adiante.

Objeção: Recompensas não funcionam. Eu tentei uma dessas tabelas de pontos e nada mudou.

Uma tabela de pontos, se é que você precisará usar uma, pode funcionar muito bem. Além disso, a maior parte das famílias que chegam ao Centro tentaram tabelas de pontos e as recompensas que as acompanham. Esses esquemas não funcionaram, obviamente, ou eles não teriam nos procurado para resolver seus problemas de conduta. Mas isso não justifica concluir que os programas de recompensas simplesmente não funcionam. O equivalente seria tentar dirigir com o carro em ponto morto e com o freio de mão puxado e sair dizendo que carros não funcionam. Há pesquisas sobre como fazer esses programas funcionarem, e as mesmas pesquisas explicam por que tantos deles dão errado:

1. Atirar para todos os lados. Alguns pais improvisam recompensas de sopetão e as atiram sem preparo prévio mirando no alvo móvel do comportamento da criança. “Paulinho, pegue minha bolsa lá em cima e você poderá assistir mais cinco minutos de TV”… “Paulinho, nós vamos ao mercado, se você colocar seu casaco e seus sapatos agora você pode comer um bombom quando a gente voltar”… “Paulinho, se você ficar de olho na sua irmã um pouquinho você pode dormir mais tarde hoje.” Esses pais estão atirando para todos os lados, lançando recompensas como aviõezinhos do Sílvio Santos para encorajar um monte de comportamentos diferentes. Essa abordagem confirma a sabedoria de todas as objeções das quais já falamos. Não vai desenvolver motivação intrínseca ou hábitos, mas apenas gerar obediência relacionada às recompensas oferecidas naquele momento – isso é, ao suborno. Uma vez que a recompensa deixe de existir, cada um dos comportamentos provavelmente deixará de existir também.

2. O sistema de recompensas “rifando a bola”. Alguns pais muitas vezes recompensam grandes resultados que ocorrem ao final de um longo período de tempo. Prometer um super-prêmio pelas boas notas na escola no fim do ano é, talvez, o exemplo mais comum. Pais que querem fazer que seus filhos estudem, façam a lição e tenham boas notas – e que aprenderam que implorar, punir e ameaçar muitas vezes não funciona – acabam recorrendo à “rifagem de bola”. Tipicamente, eles prometem ao filho ou à filha uma grande recompensa – uma ida ao Hopi Hari, um novo celular – se ele ou ela tirar 10 em tudo na média final do ano. Esse é um uso equivocado das recompensas que é praticamente fadado ao fracasso.

O objetivo de um programa de recompensas deveria ser construir comportamentos, ações e hábitos específicos: trazer para casa as tarefas vistadas pelo professor regularmente, fazer as tarefas regularmente, estudar com um dos pais e depois sozinho, conversar um pouco sobre uma ou duas coisas que tenha estudado quando todos estiverem à mesa no jantar. Todos esses são comportamentos específicos e hábitos que podem contribuir para ter boas notas – sem contar a aprendizagem. O foco em resultados em longo prazo por si só – 10 no final do ano – enfatiza a coisa errada e cria um abismo entre o comportamento adequado do cotidiano e a recompensa que deveria reforçá-lo. Mesmo que a criança consiga as notas, esse resultado pode ser obtido por todo o tipo de motivo (inclusive colar) e nem sempre vai ajudar a desenvolver os bons hábitos que queremos propiciar.

3. Sistemas de recompensa complexos. Alguns pais que vêm ao Centro criaram sistemas de pontos complexos que têm prêmios variados que podem ser ganhos com diferentes totais de pontos e bônus extra em abundância. Eles também fazem tabelas esteticamente bonitas nas quais os pontos são marcados como, por exemplo, pintas no corpo de uma onça ou de uma joaninha, ou como planetas ou estrelas no espaço. Não há motivos para criticar tabelas que são mais criativas e divertidas – desde que você tenha em mente que elas não são necessariamente mais eficientes. Mas se você ficar muito focado no sistema de recompensas em si, você pode acabar se desconectando de seus resultados.

Quanto mais complexo o sistema, mais difícil é mantê-lo e administrá-lo corretamente. Sim, se feito direito, pode funcionar também. Sim, variações de sistemas como esse têm um nome técnico – uma economia de fichas – e têm sido usadas na base de treinamentos militares, no contexto educacional desde a creche até a faculdade, nos equipamentos de atenção a idosos para aumentar as atividades sociais e as interações entre eles, em locais de trabalho para promover hábitos de uso de equipamentos de segurança… Em todos esses espaços, provou-se que mesmo sistemas de recompensa relativamente simples funcionam. Eles podem funcionar em casa também, mas você provavelmente não tem necessidade de usá-los. Os pais podem modelar a maior parte dos comportamentos que eles querem promover oferecendo recompensas que não vão além da atenção, do elogio e de alguns pequenos privilégios.

A atenção dos pais é muito recompensadora para uma criança, e o elogio é ainda melhor. Os pais dão atenção o tempo todo e também formas sutis de elogio, verbal e não-verbal (um sorriso, um toque, uma expressão de fascínio ou de ternura). Atenção e elogios são nossas principais recompensas, e muitas vezes são suficientes para modificar comportamento sozinhos, sem recorrer a fichas, privilégios ou prêmios.

Mas atenção e elogios podem ser usados de forma mais precisa do que normalmente são. É comum cometer o erro de devotar a maior parte de nossa atenção para o mau comportamento, em vez de focar o bom comportamento, e o elogio é muitas vezes esporádico, não muito específico (o genérico “muito bem” não se refere exatamente àquilo que a criança fez de bom), não é muito animado e não é sistematicamente conectado a algum comportamento que os pais querem desenvolver.

Quando você usa o elogio conscientemente para mudar comportamentos, a chave é atentar para o comportamento e elogiá-lo prontamente, especificamente e precisamente, de forma que ele volte a acontecer para poder ser elogiado de novo. Nós queremos que o comportamento se repita para se tornar um hábito, e o elogio ajuda a chegarmos a isso.

Para fazer um elogio eficiente:

1. Seja específico sobre os comportamentos que você quer. Explique a si mesmo, primeiro, e depois para a criança qual é o comportamento específico que você espera dela. Orientações vagas como “seja legal” ou “mostre respeito” são muito gerais. Em vez disso, tente dizer “Quando você brincar com sua irmã mantenha a voz baixa e não pegue os brinquedos dela” ou “Quando falar com a vovó se mexa devagar e não faça aquele gesto feio que o vovô te ensinou.” Quando você vir o comportamento desejado, elogio-o especifica e entusiasmadamente (quanto mais nova a criança, mais animado você deve ser): “Você ficou sentadinho durante todo o jantar e falou baixinho! Adorei!”

2. Identifique um número pequeno de comportamentos. Comece com não mais que dois ou três comportamentos que você quer que a criança desenvolva. Você conseguirá substituí-los mais tarde por novos comportamentos uma vez que esses iniciais tenham se estabelecido. Lembre que a recompensa não produz os resultados – o que você quer é encorajar a repetição do comportamento, ou de amostras aproximadas desses comportamentos. Você quer focar em conseguir que alguns comportamentos se tornem hábitos para depois estimular outros.

3. Ofereça modelos do comportamento que você espera. Mostre à criança exatamente como deve ser o comportamento. Mesmo que ela “saiba”, vai ajudar se você demonstrar. Então peça para a criança repetir o que você fez e elogie-a por ter copiado qualquer parte que seja desse comportamento. Se você vir outras pessoas no dia-a-dia – enquanto você está numa loja ou num restaurante ou num passeio – aponte o comportamento desejável que você acabou de ver. Outras pessoas podem ser usadas como modelos se você apontar o que elas fizeram e fizer comentários positivos e de aprovação a respeito.

4. A chave é a repetição, então pratique. Nós recompensamos comportamentos para encorajar a repetição, o que é chamado de prática de reforçamento. Se sua criança já faz o que você gostaria de vez em quando, elogios sistemáticos podem tornar esse comportamento um hábito. Se a criança ainda não faz o comportamento no cotidiano, pratique no faz-de-conta, na brincadeira. Se a criança praticar o comportamento na brincadeira ou na fantasia, elogie.

Uma criança pequena que não quer dormir na hora certa pode melhorar nisso se você praticar um pouco. Essa prática de faz-de-conta pode ser feita durante o dia. Faça como uma brincadeira. Ela vai ao quarto e se deita na cama como se fosse hora de dormir – e se certifique de elogiar isso também.

Praticar o comportamento na brincadeira também é praticar e também constrói o comportamento. Lembre-se: pilotos de aviões praticam o tempo todo em situações de faz-de-conta (chamadas simuladores), e essa prática faz com que saibam como agir na situação real. Boxeadores treinam na academia para desenvolver hábitos que eles usarão na noite de luta. É a mesma coisa com os comportamentos que você quer desenvolver em casa.

5. Modele o comportamento desejado recompensando aproximações graduais a ele. Se o comportamento ainda não acontece do jeito que você quer – não é uma hora inteira de prática de violão, não é uma hora inteira de tarefa de casa por dia – elogie durações menores e sucessos parciais e aumente a exigência ao longo do tempo.

O uso de elogios para desenvolver comportamentos do jeito que descrevemos aqui é sistemático, temporário e uma adição proposital – mas não uma substituição – à atenção calorosa que você normalmente dá às suas crianças pelo simples fato de amá-las. Por que não testar durante um tempinho? Digamos, três dias. Por três dias, tente usar os elogios como recompensas da maneira que indicamos acima. Você já vai ver algumas diferenças no comportamento da criança e no clima emocional de sua casa.

Elogio é uma das experiências positivas mais impactantes na construção do relacionamento entre pais e filhos. Muitos pais e outras autoridades confiam, porém, em ameaças, palmadas e punições de forma generalizada em vez de ensinar respeito. Mais punição leva a criança a fugir e evitar quem a pune, elogios mais eficientes fazem com que haja aproximação e melhora no relacionamento. Porque o elogio a comportamentos adequados diminui a necessidade de punição é que ele ajuda a fazer a família mais unida e calorosa. Na busca de encontrar um equilíbrio, a regra de ouro para a mudança de comportamento é que o elogio ao bom comportamento deve ser muito mais frequente do que a punição ao comportamento que você quer eliminar.

Nada disso se parece com um suborno. Recompensas tendem a se tornar subornos quando não são consistentes, sistemáticas e são desconectadas de expectativas claras dos pais, bem como quando são usadas para tentar que as crianças façam coisas que são diferentes ou até opostas ao modelo que você fornece com o seu próprio comportamento.

Alan E. Kazdin, que foi presidente da American Psychological Association em 2008, é professor de psicologia e psiquiatria infantil na Universidade de Yale e diretor do Centro de Parentagem e da Clínica de Conduta Infantil de Yale. Carlo Rotella é diretor de Estudos Americanos na Faculdade de Boston.

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