O autoconhecimento e sua influência na supervisão de estudo.

(Fonte da imagem: http://alimaira.files.wordpress.com/2009/06/pais.jpg?w=480)

Na Psicologia é muito comum ouvirmos que o autoconhecimento é fundamental para mudarmos comportamentos, sentimentos, atitudes, etc. Nada mais verdadeiro. Mas o que isso tem a ver com pais orientando seus filhos para o estudo? Simples: o quanto os pais se conhecem, identificando condições que foram positivas para o seu estudar e condições que os atrapalharam, influenciará se eles manterão ou mudarão essas condições com seus filhos.

Identificar tais condições é uma forma de autoconhecimento. Por exemplo: se a mãe, na sua época estudantil, era obrigada a estudar depois do almoço quando tinha sono (e não rendia), ao identificar essa situação desfavorável, ela provavelmente conversará com seu filho se isso também ocorre com ele. Se ocorrer, os horários de estudo deverão ser outros (salvo outros impedimentos). Outro exemplo: se o pai, quando era estudante, gostava que seus pais olhassem sua lição, provavelmente ele reproduzirá essa situação com seu filho, verificando sempre a lição após terminada.

O problema é quando os pais imitam um padrão de supervisão que não funcionou para estabelecer uma boa relação com o estudo, ou que causou sofrimento em sua infância, não notando que está reproduzindo um padrão que igualmente causa sofrimento e que não funciona. Um caso exemplar é o pai que na infância era castigado pelo avô para estudar e acredita que só assim os meninos estudam de verdade. Mas o quanto isso deu certo? Será que ter estudado sob formas punitivas realmente garantiu o aprendizado? Será que ter estudado assim proporcionou ao estudante uma relação positiva com os estudos, a ponto dele querer continuar estudando para o resto da vida como uma opção pessoal e não como obrigação? A resposta provável é não.

Conhecer as condições a que esteve sujeito quando estudante e avaliar se foram positivas (se era prazeroso, se o motivava a aprender) ou negativas (aquelas que causaram sofrimento, agressões, se o motivo para estudar era apenas para escapar de uma punição) é um dos passos para que o pai ou a mãe supervisores sejam mais adequados ao proporcionar melhores condições de estudo. Conhecer-se não é certamente o único fator importante para uma boa supervisão. Por exemplo, os pais precisam saber o que fazer diante das situações de estudo de seus filhos, ou como combinar regras e consequências com eles para o estudo, mas certamente é um dos passos iniciais para a promoção de uma boa relação entre pais, crianças e estudo.

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