Estudar é… Han?!

Como você estuda?

Já parou para pensar como essa pergunta é pertinente? Estudar é, em geral, um ato razoavelmente privado e, além disso, não há um padrão bem definido em nossa sociedade que descreva a forma correta de estudar.

Nós já indicamos aqui que não há uma única forma de estudar de forma eficiente, e que cada pessoa pode desenvolver suas próprias estratégias para isso. No entanto, é fácil atingir o consenso do que NÃO é estudar. O pior de tudo é que justamente as práticas de “não-estudo” são as comuns entre nós! É muito fácil identificar-se com o texto da imagem, não é?

Em vez de darmos orientações (que podem parecer sermões, dependendo da disposição de cada um) sobre como estudar de forma adequada, vamos tentar explicar um pouco desses comportamentos que concorrem com o estudo. Por que é tão tentador fazer tudo, menos estudar? A resposta é bem óbvia quando explicitamos a pergunta. Mas, na hora de estudar, mesmo “sabendo”, agimos como se não soubéssemos.

Em primeiro lugar, precisamos entender o que acontece quando nos engajamos nos comportamentos que concorrem com o estudo. Tomemos o envio de SMS como exemplo. Se você envia SMS, o que costuma acontecer? Geralmente, a resposta de alguém (amig@, namorad@ e afins, etc.), a qual costuma nos interessar muito. E para enviar o SMS? Do que você precisa? Do celular, claro. Estão aí duas características do comportamento de enviar SMS importantes para você levar em conta: o que vem ANTES e o que vem DEPOIS da sua ação. Como dificilmente conseguiremos mudar o quão interessante é a resposta do contato para quem enviamos a mensagem, o jeito é cuidar do celular.

As pessoas de língua inglesa tem um ditado popular muito apropriado para isso: “Out of sight, out of mind” (Fora da vista, fora da mente). Aqui, traduzimos como “O que os olhos não veem o coração não sente”, ou “longe dos olhos, longe do coração”. A versão inglesa, para o nosso propósito, é melhor. Se você não tem acesso visual ao seu celular, a chance de você tentar mandar mensagem diminui um pouquinho. Se, além de estar fora da vista, o celular está longe de você, diminui mais um pouco. Se está desligado e precisa do código PIN para ser ativado, fica ainda mais difícil. Se o seu objetivo é estudar, portanto, todos esses “procedimentos” podem ajudar.

O mesmo vale para a TV, a navegação na internet, a comida e tantos outros distratores. Quanto mais difícil o acesso, menores são as chances de você se engajar em comportamentos relacionados a essas coisas. Como esses comportamentos são concorrentes do estudo, as chances de estudar – de um jeito diferente da definição da imagem – acabam aumentando.

Fique atent@ ao que acontece no seu ambiente quando você estuda (repare nos distratores) e reserve tempo para os comportamentos concorrentes. Dessa forma, todas as atividades podem ocorrer de forma menos “sofrida”.

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