De quem é a culpa?

Hoje vamos falar sobre algumas de nossas posições em relação ao ensino. É comum ouvirmos no dia-a-dia atribuições de fracasso escolar aos estudantes. Se um aluno tem boas notas, em geral dizemos que ele é inteligente, estudioso ou esforçado. No entanto, se vai mal, dizemos que o aluno não estudou, não se esforçou, ou não quer “nada com nada”.

Na imagem que ilustra esse post, uma professora comunica o fracasso de um aluno em uma prova. Este, por sua vez, responde que o fracasso foi da professora em sala de aula, dando a entender que ela não soube ensinar corretamente. Apesar do tom cômico da tirinha, e de não aprovarmos interações desse tipo no âmbito da escola, consideramos que o estudante não seja culpado do seu fracasso. No entanto, não atribuímos a responsabilidade exclusivamente ao professor.

O interesse em educar nossas crianças é da sociedade, que tenta prepará-las para o futuro. Talvez haja algumas que se interessem pela formação acadêmica logo cedo, por si próprias, mas não é o caso da maioria. De qualquer modo, a responsabilidade pela educação é do sistema de ensino, seja ele público ou particular.

Também entendemos que não há ensino sem aprendizagem. Se um aluno compareceu a todas as aulas e não consegue reproduzir as informações com que entrou em contato ou fazer uso delas em problemas escolares ou do cotidiano, não houve ensino.

Algumas pessoas entendem que, se a culpa pelo fracasso escolar não é do aluno, então é do professor (um vídeo famoso relacionado a esse assunto pode ser conferido aqui). Não é verdade. A falha é, em primeiro lugar, do sistema de ensino como um todo. O conjunto de pessoas e ações voltadas para a educação é que deve garantir que o aluno aprenda. Para isso, deve dar boas condições de trabalho a professores e outros funcionários, e também boas condições de estudo para os alunos, incluindo motivação para estudar.

O fracasso escolar pode ser contornado adotando algumas medidas, tais como:

– identificar as dificuldades mais básicas do estudante e atuar sobre elas antes de tentar ensinar assuntos mais avançados;

– garantir que as informações apresentadas na escola sejam úteis também fora dela, e não só em avaliações;

– dar o maior número de dicas possível no começo do processo de ensino, e retirá-las gradualmente, aumentando o número de acertos do aluno e, consequentemente, sua autoestima.

Os profissionais que integram a CooPsi podem ajudar estudantes e até mesmo professores e outros agentes de ensino a contornar o fracasso escolar por meio do ensino de comportamentos de estudo mais adequados. Se este é seu caso, entre em contato!

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2 respostas em “De quem é a culpa?

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